terça-feira, 25 de março de 2008
Mandamento e Jesus
“Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” ( Mateus 28.17,20)
quarta-feira, 5 de março de 2008
Meu Cristo
Neste mundo há muitos “Cristos”
De muitas formas
De várias cores
De vários tamanhos
Cristos feitos,
Cristos inventados,
Cristos moldados,
Cristos deformados,
Cristos tristes,
Cristos desfigurados!
Há Cristo para cada interesse,
Cada objetivo e cada projeto...
Há o Cristo das belas artes
Um motivo, como tantos outros,
Para se expressar uma forma
Ou exibir uma escola
Pelo próprio homem criado.
É Cristo para se ver,
Apreciar ou criticar.
Para exaltar seu autor,
Seu talento, sua invencionice...
É um Cristo despido de autoridade
Sem expressão, sem divindade.
Há o Cristo da literatura.
Da prosa, do verso.
Da forma, do estilo,
Do livro famoso, do “Best-Seller”.
É um Cristo pretexto
Que dentro de um contexto
Ajuda seu autor a faturar mais.
E ser mais lido e procurado.
Há o Cristo das cantigas.
Deturpado, maltratado
Irreverentemente tratado
Aparece na “crista das ondas,”.
Estoura nas paradas,
É cantado nos salões
E circula aos milhões como mercadoria
Para enriquecer as empresas.
É um Cristo de algibeira,
Fabricado como produto de consumo.
Há até o Cristo do cinema e do teatro!
Sucesso de bilheteria!
É a explosão da arte moderna
Fazendo a caricatura
Da maior personagem da História
É um Cristo
Encenado e maquinalizado.
É Cristo para espetáculos,
Para os olhos, para os ouvidos.
Para o lazer
E a higiene mental...
Há o Cristo do crucifixo
De pedra, de mármore,
De madeira e de metal
É Cristo para a parede,
Para o colo da mocinha,
Para o peito piloso do rapaz excêntrico.
É apenas ornamento ou simples decora
Ou simples decoração.
Embora alguns lhe prestem culto,
Ele não vê, não ouve,
Não entende...
Há o Cristo dos teólogos.
Difícil de entender, complicado.
É Cristo para eruditos,
Para cultos e privilegiados.
É só pra ser discutido,
Dissecado, analisado
E aceito intelectualmente.
Não modifica,
Não transforma,
Não regenera,
Não muda
É Cristo aristocrata, de elite.
Há também, infelizmente.
O Cristo de certos “cristãos”
Que ainda o têm no túmulo.
É um Cristo crucificado,
Morto e sepultado
Na tumba dura e fria.
É um Cristo que não vive,
Pois seus adoradores ainda estão mortos
E não despertaram
Para uma vida nova.
A vida do próprio CRISTO
Da qual, lamentavelmente,
Ainda não se apossaram.
O Meu Cristo
Não é nenhum desses.
O meu Cristo é o Filho de Deus
Que foi enganado,
Viveu, morreu,
Foi crucificado,
Morto e sepultado
Por causa dos meus pecados!
O meu Cristo
Não ficou preso à sepultura escura.
Ele ressuscitou,
Subiu aos céus
E reina a direita do Pai
O meu Cristo
É respeitado,
Admirado,
Cultuado e adorado
Porque está vivo!
Bem vivo!
O meu Cristo vive
Nas palavras que proferiu
O meu Cristo vive,
Nos ensinos que deixou
O meu Cristo vive
Nos atos que praticou
O meu Cristo vive
Na obra que realizou
O meu Cristo vive
Nas almas que salvou...
O meu Cristo vive!
Eu sei bem disso
E não tenho nenhuma dúvida:
O meu Cristo vive em mim.
PR. Thiago Rodrigues Rocha
De muitas formas
De várias cores
De vários tamanhos
Cristos feitos,
Cristos inventados,
Cristos moldados,
Cristos deformados,
Cristos tristes,
Cristos desfigurados!
Há Cristo para cada interesse,
Cada objetivo e cada projeto...
Há o Cristo das belas artes
Um motivo, como tantos outros,
Para se expressar uma forma
Ou exibir uma escola
Pelo próprio homem criado.
É Cristo para se ver,
Apreciar ou criticar.
Para exaltar seu autor,
Seu talento, sua invencionice...
É um Cristo despido de autoridade
Sem expressão, sem divindade.
Há o Cristo da literatura.
Da prosa, do verso.
Da forma, do estilo,
Do livro famoso, do “Best-Seller”.
É um Cristo pretexto
Que dentro de um contexto
Ajuda seu autor a faturar mais.
E ser mais lido e procurado.
Há o Cristo das cantigas.
Deturpado, maltratado
Irreverentemente tratado
Aparece na “crista das ondas,”.
Estoura nas paradas,
É cantado nos salões
E circula aos milhões como mercadoria
Para enriquecer as empresas.
É um Cristo de algibeira,
Fabricado como produto de consumo.
Há até o Cristo do cinema e do teatro!
Sucesso de bilheteria!
É a explosão da arte moderna
Fazendo a caricatura
Da maior personagem da História
É um Cristo
Encenado e maquinalizado.
É Cristo para espetáculos,
Para os olhos, para os ouvidos.
Para o lazer
E a higiene mental...
Há o Cristo do crucifixo
De pedra, de mármore,
De madeira e de metal
É Cristo para a parede,
Para o colo da mocinha,
Para o peito piloso do rapaz excêntrico.
É apenas ornamento ou simples decora
Ou simples decoração.
Embora alguns lhe prestem culto,
Ele não vê, não ouve,
Não entende...
Há o Cristo dos teólogos.
Difícil de entender, complicado.
É Cristo para eruditos,
Para cultos e privilegiados.
É só pra ser discutido,
Dissecado, analisado
E aceito intelectualmente.
Não modifica,
Não transforma,
Não regenera,
Não muda
É Cristo aristocrata, de elite.
Há também, infelizmente.
O Cristo de certos “cristãos”
Que ainda o têm no túmulo.
É um Cristo crucificado,
Morto e sepultado
Na tumba dura e fria.
É um Cristo que não vive,
Pois seus adoradores ainda estão mortos
E não despertaram
Para uma vida nova.
A vida do próprio CRISTO
Da qual, lamentavelmente,
Ainda não se apossaram.
O Meu Cristo
Não é nenhum desses.
O meu Cristo é o Filho de Deus
Que foi enganado,
Viveu, morreu,
Foi crucificado,
Morto e sepultado
Por causa dos meus pecados!
O meu Cristo
Não ficou preso à sepultura escura.
Ele ressuscitou,
Subiu aos céus
E reina a direita do Pai
O meu Cristo
É respeitado,
Admirado,
Cultuado e adorado
Porque está vivo!
Bem vivo!
O meu Cristo vive
Nas palavras que proferiu
O meu Cristo vive,
Nos ensinos que deixou
O meu Cristo vive
Nos atos que praticou
O meu Cristo vive
Na obra que realizou
O meu Cristo vive
Nas almas que salvou...
O meu Cristo vive!
Eu sei bem disso
E não tenho nenhuma dúvida:
O meu Cristo vive em mim.
PR. Thiago Rodrigues Rocha
terça-feira, 4 de março de 2008
CRISTIANISMO E A FAMÍLIA METODISTA
Quando me fazem a pergunta “O que é ser metodista?”, eu busco sempre explicar que os metodistas são parte da congregação dos filhos de Deus que crêem em Jesus Cristo, como fonte de vida e salvação. E entendo que, como membros de uma religião, somos Cristãos, e este é o ponto de foco para nosso entendimento de fé. Mas ser metodista é viver de uma determinada forma esta concepção de fé. Com isso, quero dizer que ser metodista pressupõe crer na fé cristã e seus preceitos, além de exercer esta fé de uma maneira diferenciada dos demais cristãos. Não vou discorrer sobre as bases do cristianismo, deixarei isso pra um outro estudo. Porém, vou expor em três pontos fundamentais minha forma de ver o que é ser um metodista e como fazer parte desta família cristã.
Primeiro, eu creio que ser metodista é sentir-se em comunhão como uma família. “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre” . SALMOS 133
Neste contexto, a linguagem poética do salmista aproxima o vale do Hermom dos montes de Sião, que são distintos aproximadamente 150 km, evidenciando que nem a distância física deve afastar o povo de Deus. E que, assim como a ação de Deus desce sobre seu povo de forma conseqüente, devemos nós agir assim também, uns em relação aos outros.
Segundo, é entender que parte deste processo de comunhão é a busca do equilíbrio e moderação. ”Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de [moderação].” (II Timóteo 1.7) A palavra moderação também é traduzida do grego por sobriedade e é uma característica muito marcante da personalidade de João Wesley, e tem como significado uma qualidade que consiste em evitar excessos e ter prudência e comedimento. Em seu livro, “Wesley E O Povo Chamado Metodista”, Richard Heizenrater cita como sendo “o Equilíbrio entre a fé e as boas obras, o seguir a moderação e o uso de todos os meios a graça que Deus providenciou, ajudaria as pessoas a terem a mente que estava em Cristo e andarem como ele andou.”
E terceiro, que, para exercer essa forma metodista de ser cristão, temos que estar em dia com nossos compromissos, sejam eles sociais, seculares ou mesmo religiosos, pois uma das principais características do movimento chamado “Clube santo”, mais tarde chamado de METODISTAS, era o de serem muito rigorosos com seus compromissos. Tanto ao cumprirem os horários quanto com seu comprometimento em ação social como forma de santificação. Eles seguiam doutrinas rígidas e um roteiro muito rico de atividades, buscando levar luz e santificação ao mundo. Como o evangelho nos diz: “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”(Mateus 5 13, 16)
Porém, sem esquecer que, como cristãos, somos um só corpo e sempre em comunhão, como diz na bíblia “um só Senhor, uma só fé, [um só batismo]”; (Efésios 4.5) E entender que, mesmo com bandeiras (denominações) diferentes, temos em cristo Jesus a unidade da “fé trinitária” que nos faz sermos uma grande e única família.
Enfim, ser metodista não é buscar as coisas que nos diferenciam, mas buscar na distinção do agir a comunhão, a moderação e a santificação para a unidade dos filhos e filhas de Deus, evangelizando, batizando, ensinando e agregando.
Rev. Roberto Garcia
Primeiro, eu creio que ser metodista é sentir-se em comunhão como uma família. “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre” . SALMOS 133
Neste contexto, a linguagem poética do salmista aproxima o vale do Hermom dos montes de Sião, que são distintos aproximadamente 150 km, evidenciando que nem a distância física deve afastar o povo de Deus. E que, assim como a ação de Deus desce sobre seu povo de forma conseqüente, devemos nós agir assim também, uns em relação aos outros.
Segundo, é entender que parte deste processo de comunhão é a busca do equilíbrio e moderação. ”Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de [moderação].” (II Timóteo 1.7) A palavra moderação também é traduzida do grego por sobriedade e é uma característica muito marcante da personalidade de João Wesley, e tem como significado uma qualidade que consiste em evitar excessos e ter prudência e comedimento. Em seu livro, “Wesley E O Povo Chamado Metodista”, Richard Heizenrater cita como sendo “o Equilíbrio entre a fé e as boas obras, o seguir a moderação e o uso de todos os meios a graça que Deus providenciou, ajudaria as pessoas a terem a mente que estava em Cristo e andarem como ele andou.”
E terceiro, que, para exercer essa forma metodista de ser cristão, temos que estar em dia com nossos compromissos, sejam eles sociais, seculares ou mesmo religiosos, pois uma das principais características do movimento chamado “Clube santo”, mais tarde chamado de METODISTAS, era o de serem muito rigorosos com seus compromissos. Tanto ao cumprirem os horários quanto com seu comprometimento em ação social como forma de santificação. Eles seguiam doutrinas rígidas e um roteiro muito rico de atividades, buscando levar luz e santificação ao mundo. Como o evangelho nos diz: “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”(Mateus 5 13, 16)
Porém, sem esquecer que, como cristãos, somos um só corpo e sempre em comunhão, como diz na bíblia “um só Senhor, uma só fé, [um só batismo]”; (Efésios 4.5) E entender que, mesmo com bandeiras (denominações) diferentes, temos em cristo Jesus a unidade da “fé trinitária” que nos faz sermos uma grande e única família.
Enfim, ser metodista não é buscar as coisas que nos diferenciam, mas buscar na distinção do agir a comunhão, a moderação e a santificação para a unidade dos filhos e filhas de Deus, evangelizando, batizando, ensinando e agregando.
Rev. Roberto Garcia
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