quarta-feira, 9 de julho de 2008

Silêncio

Queria compartilhar com você um pouco de minha experiência teológica e a forma como expresso minha fé. Afirmo que ela é como se eu gritasse muito alto ao mundo que creio em Deus, porem , esse brado deve ser realizado com menos palavras e mais ação.
Um trecho da bíblia narra que o Profeta Elias buscava ouvir Deus nos elementos naturais como o vento, trovão e em muitas outras formas. Porém foi no silêncio que ele pode escutar a Deus. Isso me faz entender que a simplicidade e a sutiliza deste Deus é tremenda, mas grandiosa, pois ele pode se manifestar tanto de maneira estrondosa, quanto singela. Existe uma frase do poeta Mário Quintana que diz: "Quem não compreende um olhar ou um gesto tampouco compreenderá uma longa explicação". E eu acredito que em se tratando de fé, as coisas não são muito diferentes.
Se para expressar minha razão ou a minha fé eu preciso gritar, creio que esta na hora de eu rever meus conceitos. Se como pai, preciso gritar com meu filho para convencê-lo de algo, isso significa que meus argumentos e minha racionalidade não tem sido coerentes e eficazes.
Falando sobre mim, gosto de orar em segredo, respeito quem não faz assim e sei que como ministro preciso orar em voz audível para dirigir minha congregação, mas sou sensível ao silêncio e prefiro esta forma. Acredito que Deus escute nossas inquietações, louvor e euforia apenas pelo nosso respirar, e que nossos gestos podem aproximar pessoas de nossa comunidade de fé e faze-las sentirem-se irmãs e amadas.
Novamente te desafio a abraçar alguém, ser gentil, acarinhar e partilhar algo verdadeiramente bom com aquelas pessoas que são filhos e filhas de Deus como eu e você. Demonstre a fé que você afirma ter e faça Deus presente no silêncio, grite com o teu olhar. Mostre teu rosto resplandecente de alegria pelo grande amor que Ele tem por nós. Seja grato pela vida que emana do seu corpo e retribua com amor a ti e ao teu próximo. Amém.
Rev. Roberto Garcia

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