Assim como na vida dos moradores de nossa cidade, na religião também existe espaço memorial, porém creio que mais que mera Tradição os espaços da recordação precisam ser melhores trabalhados. Nossa tradição gaúcha revivida no vinte de setembro tem sido mais estética do que verdadeiramente memorial. Nem sempre lembramos o que significou esta data, o que representou e o preço de vidas humanas que foram entregues para termos uma república e liberdade neste país.
Na religião, realizamos alguns atos memoriais e geralmente estamos mais preocupados com o efeito estético que eles apresentam do que com o conteúdo de fé que eles podem exercer em nossas vidas. Isso sem falar no conteúdo histórico que remonta o porquê destes rituais serem realizados e do preço que custaram para um dia virem a existir.
Se lembrarmos que para vivermos a comunhão, a santa ceia teve que existir como preparação para morte salvadora do Cristo Jesus que deu sua vida pela nossa salvação, então ela passa realmente a ter sentido, de outra forma é uma mera tradição repetitiva que nada acrescenta em nossas vidas.
Um culto ao Senhor é, e deve sempre ser espaço para a adoração e para podermos nos alimentar espiritualmente e não uma apresentação ou show no qual o pastor é visto como um simples palestrante, com um grupo de músicos animando ao público.
Somos parte desta celebração histórica e da missão de Deus, mas, não podemos permitir que a obscuridade da mera recordação tome conta de nossas vidas, nem nos contentarmos com as sombras da fé. Precisamos ser o “sal da terra e luz do mundo”, e para isso é indispensável entender, compreender e nos envolver de forma real na vida da igreja, ir além da tradição e do memorial, ser a ação de Deus que relembra o seu ato de amor ao mundo, compartilhando este amor uns com os outros, para além da santa ceia, na vida em comunhão.
Saia para fora de si mesmo, não conforme-se em ser apenas um espectador sentado na calçada assistindo aos outros passarem, seja parte da vida de seus amigos e irmãos, faça a diferença, estejamos todos unidos em amor assim como Deus o fez.
Benção e paz, para todos, e um abraço especial do amigo e pastor;
Rev. Roberto Garcia
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
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