terça-feira, 12 de agosto de 2008

Dias Modernos

Estes dias ao fazer uma visita pastoral, levei um amigo para oferecer um trabalho a um jovem rapaz de uma família. Em um determinado momento escutei a mãe dizendo a seu filho: “Menino venha cá, preciso de você”. Ele a contra gosto, grunhiu alguns sons e apenas depois de muito tempo apareceu na sala dizendo: “Seja lá o que for não quero e não vou fazer”. O pequeno e ríspido diálogo me fez ficar pensativo sobre alguns aspectos daquele fato.
Em primeiro lugar aquela mãe queria apresentar o filho a alguém, que havia ido oferecer-lhe um emprego, mas como ele não teve a sensibilidade e o respeito necessário acabou por perder uma grande chance em sua vida. Em segundo lugar, como já se tornou habitual, não acatou a sua mãe e nem mesmo a ordem natural das coisas, onde os que provém o sustento devem ser, no mínimo, respeitados por quem deles depende.
Em nossas vidinhas às vezes agimos assim, não percebemos e nem queremos entender as possibilidades que nos são apresentadas, queremos ficar ali parados em nossas bolhas, em nossa quietude e acomodação, fazendo tudo da mesma maneira descompromissada. Somos e fomos robotizados por uma série de fatores os quais pretendo falar em outra oportunidade.
Incrível como nossos valores estão invertidos, trocamos o “ser” pelo “ter” e a importância da família está sendo substituída por coisas e objetos inanimados. O rapaz a quem visitei, ignorou quem queria ajudá-lo, estendendo sua revolta para sua mãe, pessoa que só por tê-lo gerado já merecia todo respeito e gratidão. Entendo que quando magoamos alguém, estamos na verdade, magoando a Deus, pois sua palavra é clara em Êxodo 20.12. “Honra teu pai e tua mãe”. Logo sugiro: que tal começarmos a fazer isso hoje?
Entregar-se em submissão ao Pai é estar apto a receber as oportunidades que através dele nos são oferecidas, ouvir seu chamado e atender prontamente pode ser a diferença. Então atenda o chamado, e seja agraciado com Suas bênçãos.
Rev. Roberto Garcia

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