terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pai

Estamos a caminho de mais um final de semana, em tese dias de descanso para a maioria da população, que estressada com o corre-corre da semana procura no conforto da família um momento de paz. No entanto, no próximo domingo comemoramos uma data muito especial, nela reconhecemos o valor de uma pessoa primordial ao seio familiar. Em datas como essa, no caso o dia dos pais, nos mobilizamos e tentamos compensar a distância que criamos em virtude do cotidiano, e aproveitando a lógica mercantil corremos para loja mais próxima a fim de conseguir a velha e boa “lembrancinha”. No fundo, estamos compensando materialmente o que negligenciamos como filhos ao longo do ano: carinho, atenção, amor.
Nestas ocasiões é comum nos esquecermos que Deus Pai também espera ser lembrado, de preferência de uma forma não comercial e que ele é o maior exemplo paterno que conhecemos, dando ao mundo o seu próprio filho para nos entregar o maravilhoso presente da vida eterna, a salvação.
Precisamos entender o que é ser pai e como é difícil exercer a paternidade, pois ela é bem mais complexa que apenas frutificar, é algo como diz aquele comercial: “tem que participar”. Como pais, amamos incondicionalmente nossos filhos, provendo a eles o melhor dentro de nossas possibilidades. Por outro lado, como filhos nos valemos dessa condição para exigir cada vez mais, nem sempre o fazendo por merecer. Quando crianças, gostamos de ter os melhores brinquedos. Na adolescência queremos as roupas e sapatos da moda e por fim, quando adultos, tendemos a culpar quem nos criou por nossos fracassos e frustrações, sejam eles pessoais ou profissionais.
Nessa data deveríamos rever nossas posturas como filhos e retribuir com reconhecimento e companheirismo essa figura tão importante em todas as famílias, inclusive perdoando o pai ausente, aquele que por um motivo ou outro se furtou de nossa presença enquanto crescíamos.
Aconselho que no próximo domingo, possamos surpreender nossos pais com a nossa presença, reforçando os laços que nos une desde que fomos concebidos.
Assim como o amor de Deus, entendo que não existe preço que pague a dedicação de toda uma vida.
Enfim, precisamos nos voltar ao amor primeiro, a origem da vida, e nos aproximar tanto de nossos “Progenitores” quanto do nosso Criador. Nossos pais são a origem e personificação do amor e como filhos, temos o direito e o dever de usufruir desse sentimento que não se compra em shoppings.
Que a paz de Deus esteja com todos vocês.
Rev. Roberto Garcia

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