Como reverendo, faz parte de meu trabalho ouvir as pessoas e atender seus anseios e indagações a respeito da fé, da vida em sociedade e familiar. Não são raras às vezes em que me deparo com pessoas depressivas, distanciadas de seus objetivos e perdidas em meio a um mundo inteiramente desconhecido. Quando escuto alguém falando da sensação de derrota e vazio interior eu penso em como a vida moderna é um passo de distanciamento de Deus. As pessoas afirmam que não querem se envolver com a igreja acreditando que ela seja apenas uma fonte de arrecadação financeira, porém se esquecem que estão isoladas umas das outras e de Deus vivendo um abandono social.
Creio que o papel das Igrejas é o de trazer à luz o verdadeiro espírito de comunhão, que preenche e nutre a vida humana, nos aproximando da vivencia com o mundo e com o sobrenatural.
Sentir-se sozinho, isolado e vazio é o resultado do afastamento social que esse mundo depressivo e doentio nos impõe. É mais um conformar-se com o que esta do que com o que deus quer para nós. Ele nos fez promessas maravilhosas, no Livro de Isaías Ele nos disse: “Não te assuste, porque eu sou teu Deus...” E segue afirmando força, segurança e um total preenchimento de bênçãos em nossas vidas. Por isso entendo ser necessário assumir essa força que nos preenche e completa.
Em Deus eu sou forte, e faço aqui uma citação bíblica importante: “Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos” (ROMANOS 15.1). É assim que completamos o nosso vazio espiritual e de nossos amigos vizinhos e irmãos, Aqueles que a bíblia chama de próximos, pois esse é o papel comunitário das igrejas.
Reafirmo que devemos ser a diferença neste mundo, tocando e curando as feridas mais profundas que nossa sociedade cria. Amando uns aos outros e fortalecendo a fé como forma de comunhão e vida.
Deus abençoe a todos nós.
Rev. Roberto Garcia
terça-feira, 12 de agosto de 2008
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